Há algum tempo coloquei que deviamos estudar os motivos que fizeram o Guaraní ter esta arancada na Série B.
Recebi um comentário de um leitor, que não deixou o nome (tem todo o direito) e que se mostrou bastante conhecedor tanto do Guaraní quanto da Ponte. Ele citou duas razões: o elenco e o foco em jogar pelo resultado.
Realmente o Guaraní é um time muito competitivo, briga pelo resultado sempre. O próprio Vadão colocou em entrevista que o maior fator da campanha do Guaraní é o comprometimento dos jogadores.
Por outro lado, o banco do Guaraní funcionou sempre. Todos os que entraram corresponderam. Márcio Alemão, Glauber, Nunes, Nei...ninguém comprometeu. Nosso leitor diz que para cada posição o Guaraní tem dois bons jogadores o que provoca a disputa sadia pela posição, onde quem ganha é o time.
Pelo menos, até agora, tem sido assim. Já o Vasco - e o nosso leitor citou isto também - quando precisou do banco, oscilou na competição. Não há reservas para o ataque, meia e laterais.
Vejam o time que Dorival Júnior comandou hoje no coletivo: Fernando, Fagner, Vilson, Titi e Ernane; Souza, Mateus, Jeferson e Alex Teixeira: Magno e Elton.
Do time titular do início do campeoanto são apenas 2 jogadores. Devem ficar a disposição para o jogo contra a Ponte Ramon e Robinho. Leo Lima e Newton estão, a princípio, barrados. Vida dura para o Vasco.
sexta-feira, 3 de julho de 2009
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Tenho buscado fazer uma análise do sucesso do Guarani, o comprometimento foi fundamental na escolha do elenco e no atual sucesso. O Vadão buscou atletas com caracteristicas táticas-tecnicas diferentes, essas diferentes caracterisicas fazem modificar a forma do time jogar, a cada desfalque do time no campeonato.
ResponderExcluirO Guarani neste campeonato, não vem também fazendo o obvio, depois das partidas, a comissão técnica busca, trabalhar a parte física, o time corre do primeiro ao último minuto, jogadores e comissão tecnicas totalmente comprometidos, no jogo contra o Vila Nova, o bugre teve seu pior jogo tecnicamente, as oscilações no campeonato ocorrem, quando não se consegue tecnicamente, não está faltando vontade, raça e determinação do início ao fim, essa esta sendo uma grande diferença entre o Guarani e os demais times.
Outro ponto a ser destacado é a função tática dos reservas, foi a diferença do Guarani para os demais times, o reservas não é um mero tapas buraco e sim soluçao tática, com a contusão do zagueiro Dão, encaixou-se no time o Márcio Alemao, zagueiro de força, bola aérea e muita liderança dentro e fora de campo, méritos para o Vadão, saber faze-lo trabalhar para exercer um lider dentro do elenco de forma positiva, nas laterais, o Maranhão está com 2 reservas aptos a substituilos em caso de venda, o lateral Andrezinho, o bugre trouxe o bom lateral esquerdo do Paulista de Jundiai
No meio de campo, os volantes reservas Glauber e Nunes ambos volantes de retençao, mas de grande função tática, Nunes é um volante mais discreto, é sempre requisitado pelo Vadão para substituir atletas cansados, suspensos, machucados, com iminência de levar o segundo amarelo(ser expulso) ou para dar segurança a defesa, teve papel importante, tem a confiança do Vadão, pois sabe que taticamente não aparece para a torcida, mas de grande utilidade para o time. Outro volante, o Glauber, vai dar dor de cabeça ao Vadão, quando o titular Luciano Santos, voltar, é um atleta de grande poder de marcação e roubada de bola, é tipico atleta que agrada a torcida pela disposição, tem bom posicionamento no campo e parece estar em todos os lugares, além se chegar de surpresa ao ataque com tiros de médias distancia.
O meia de criação me parece com menos alternativas no elenco, a criatividade fica com o Valter Minhoca, cabendo ao Rodriguinho auxilio na marcação e distribuição das jogadas, tem o Gabiru como reserva de luxo, que por enquanto, começou a partida como titular apenas o jogo como o Brasilense e foi muito discreto, neste setor os reservas do bugre não fizeram a diferença ainda. Entendo que o Gabiru é um atleta que funciona bem tendo um bom ritimo de jogo e um esquema tático que potencialize suas qualidades, isso ainda não aconteceu.
No ataque, a maior dificuldade é substituir o Caique, atetla de enorme explosão muscular, que sempre o adversário requer um na marcação e outro na sobra, o Ricardo Xavier cumpre uma boa função tática. O reserva Fabinho, entra quando o time necessita da vitória, é rapido, habil, abrindo a defesa adversária, mas deficiente na marcaçao e finalização, mas sua função tatica tem ajudado nas vitórias contra o America, Bragantino e Brasiliense, tabelando, criando, e abrindo espaço para os companheiros virem de trás. O Nei Paraíba, é preferido da torcida, mas não do Vadão, tecnicamente razoavel, mas com espírito de série B, cumpre uma função tática no bom auxilio nas bolas aéreas, também razoavel nas finalizações, mas com grande tempo de bola e cabeceio. Dairo, herói da subida da série C, e atleta de grande estrela, entrou bem contra o Brasiliense e de todos tem melhor qualidade nas finalizações, atuou com elencos fracos como da série C e o rebaixado time do Paulistao, e prata da casa, jovem 20 anos, e atleta que pode ameaçar o Ricardo Xavier, trabalhando agora com elenco de melhor nível pode deslanchar.
Vou citar um exemplo de comprometimento com o time: Márcio Alemão, antes de sua contratação havia muitas criticas: era um jogador com muitos cartões e expulsoes e problemas extra-campo, não havia dado certo nos times anteriores, sua contratação dependia de seu comprometimento com os objetivos do clube.
ResponderExcluirFicou na reserva e no banco sempre motivando e comemorando gols dos companheiros, quando houve briga do Maranhão, era um dos primeiros a apaziguar, recentemente acusado de racista, mostrou calma e não reagiu as investidas do atleta do Brasiliense. Esse tem sido o exemplo típico de comprometimento dos atletas bugrinos: tudo em razão do sucesso do grupo, estou citando um exemplo, todos atletas sem exceção, estão desta forma comprometidos e focados. Engana-se porém quem pensa que esse sucesso é mera sorte, uma filosofia de trabalho foi implantado antes de começar o campeonato, se vai continuar dando certo, o tempo dira.....
Do outro lado pegamos o exemplo do Vasco: Carlos Alberto e Leo Lima: Ambos se acham estrelas de primeira grandeza, aptos a criticar e julgar veemente a arbitragem e justificar os insucessos do elenco Vascaino, sabem olhar bem em seus umbigos, o primeiro expulso por cometer falta intencional parando o contra-ataque do Guarani, teve intenção da falta, mas sempre inverte a razão, é sempre a vítima, levou um gancho enorme de suspensão, no decorrer do campeonato sua instabilidade vai causar estragos na estrutura tática e emocional do time e o segundo falou demais, causando trincas no elenco, faz se perder o foco, e desmotivar a caminhada no campeonato.
A razão do sucesso do Corinthias no ano passado, também tem muito haver com sua história, enquantos outros times fazem o óbvio o timão foi além disso: Comprometimento, determinação e vontade acima do normal de subir. A torcida foi o 12 jogador, incentivou, quando não deu na técnica, sua torcida empurrou o time e faz buscar os resultados na raça. O corintiano sentiu o baque da queda e a séire B, foi uma questão de honra, lutar jogo a jogo, degrau por degrau, honrando a tradição corintiana. Ao contrário do Vasco, não tem a mesma mística do comprometimento do 12jogador, e jogadores que estigmatizaram o humilde torcedor, como Biro-Biro, Tevez, Neto. O Vasco nao planejou, não tem raízes históricas como o Corinthians, entrou de salto alto e nariz empinado na série B, quebrou o salto e ainda me parece que não deu conta.