quarta-feira, 22 de julho de 2009

Falar o que do Campinense?

Praticamente não tenho dedicado espaço ao Campinense. O clube segue sua via-crucis na Série B. Os problemas são os mesmo de sempre, troca de técnicos, contratações erradas, etc.. Nada de novo.

Porém, hoje uma notícia me chamou a atenção. Os empresários parceiros do clube abandonaram o presidente Saulo Miná que sozinho não pode tocar o clube. Motivo, a contratação de um lateral (BuicK) que seria de um empresário concorrente.

Bom... então, o mistério do Campinense está desvendado. Um time que se aliou a empresários de futebol que bancam parte do time e colocam seus jogadores e técnicos na 'vitrine'.Quando a exposição deixa de ser positiva para ser negativa, arranjam um pretexto e rompem a parceria.

Há um racha no Campinense, onde empresários (investidores no jargão moderno) disputam o privilégio de incorporar e escalar seus jogadores. Vai dar certo? Impossível. Quem perder pontos para o Campinense vai lamentar até o fim da competição.

Amigos, voltarei a atualizar o blog na sexta feira e espero não ter mais interrupções até o fim da Série B. Um abraço.

2 comentários:

  1. O pior é que o Atlético foi um desses times que perderam do Campinense!

    Ontem vi Juventude e Ipatinga. Realmente foi um jogo pouco brilhante.

    Parece que o Vasco vai deslanchar. Penso que a briga será boa entre ele e o Atlético, atrás do Guarani, nas próximas rodadas.

    ResponderExcluir
  2. Caro, Wilson, você avaliaria que esse quadro (de clubes montarem seus times atrelados a empresários ou grupos empresariais) não estaria acontecendo, em maior ou menor grau, nos clubes brasileiros de maneira geral?

    Excetuando poucos, a história de montar e desmontar times tem sido uma constante nos últimos anos. Na série B se percebe isso mais frequentemente (para não falarmos na C e, agora, na D), mas mesmo na A é visível.

    Acho que o problema é muito estrutural e uma das raízes está na maneira de partilhar o bolo das verbas oriundas dos acordos com as TVs. O modelo atual é concentrador, não premia a competência e, portanto, não ajuda a termos certames competitivos.

    Bem, na série B se nivela por baixo e a disputa costuma ser grande. Mas na A vê-se as dificuldades tremendas de clubes menores.

    Sem estabilidade financeira, digamos assim, os clubes foram abrindo espaço para a ação de grupos empresariais cujos interesses nem sempre são os mesmos de um planejamento de, pelo menos, médio prazo.

    ResponderExcluir