Voltando ontem de Goiânia para Florianópolis, comprei a revista Exame para a viagem. A matéria de capa mostrava a pujança da economia da Região Nordeste do Brasil. Lá o crescimento é acima do crescimento nacional. Enquanto o PIB do Brasil cresceu 19,11% de 2005 para cá, o PIB do Nordeste cresceu 22,08%.
Além disto o Nordeste é a região do Brasil onde mais houve mobilidade social, com uma migração massiva de pessoas das Classes D e E para a Classe C.
Bom, constrastanto com tudo isto está o futebol.Hoje na Série B, temos uma chance imensa de que os quatro rebaixados sejam do Nordeste. Campinense e Abc estão virtualmente rebaixados. América, Fortaleza e Bahia estão correndo riscos sérissimos. Ipatinga e Brasiliense são os que podem quebrar este quadro.
Geralmente crescimento econômico gera crescimento no futebol. O Macaé acaba de ganhar a quarta divisão, graças aos royaltes do Petróleo que mudaram a vida da cidade.
Sendo assim, é possível que no médio prazo, o futebol do Nordeste também se beneficie deste crescimento econômico. O que trava e engessa esta mobilidade dos clubes é o modelo de distribuição das verbas da televisão.
O modelo é totalmente baseado na visibilidade dos times. Assim, os clubes de força nacional levam a fatia do leão. Não há uma válvula de escape pela meritocracia. Assim, se o Ceará for campeão brasileiro de 2010, ainda assim não ganhará mais que o Flamengo, mesmo este sendo rebaixado.
Assim, o futebol brasileiro reproduz o status quo. O mais injusto é na Série B, onde os times que participam do Clube dos 13 tem uma verba infinitamente superior aos demais. O que chega a ser discriminatório, já que nem é uma questão de visibilidade (vejam o caso da Portuguesa), muito menos meritório, o que seria o ideal.
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
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