sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Paulo Carneiro também caiu

Hoje noticiou-se a queda de Paulo Carneiro da diretoria de futebol do Bahia. Não conheço o Paulo pessoalmente, ele foi presidente do Vitória por mais de dez anos. Estive com ele em reuniões da CBf nos anos 90. Conversei com ele apenas uma vêz sobre um jogador do Bahia. (Eu gostava de fazer a pesquiisa invertida).Sempre foi um presidente ativo, muito loquaz. Muito alto, sua figura sempre era notada.

Foi um bom presidente no Vitória, mas ficou muito tempo. E o mundo do futebol sempre dá voltas. Um dia, o time foi muito mal e Paulo saiu quase escurraçado. Aceitou ir para o Bahia. Seria uma ousadia ou uma falta de caráter? Não sei, sei que não me acostumo a estas "mudernidades".

No Vila Nova, sempre falam no ex-presidente do Goiás, Raimundo Queiróz, hoje em litígio com o seu clube. Acho um reconhecimento de incompetência total se isto acontecesse.

Meus amigos do América, gostariam de ter Judas Tadeu como diretor de futebol? Ou o pessoal da Ponte aceitaria um ex-presidente do Guarani, que no momento está por cima? Talvez Beto Zini? Pessoal do Brasiliense, que tal Wagner Marques do Gama?

Sei que Paulo Carneiro, que já foi um presidente muito forte, agora não tem o respeito nem de seu clube, nem do outro. E é que acontecerá com todo dirigente que mudar de lado. Porque no futebol, vitórias e derrotas são passageiras, mas amor ao clube e lealdade não.

Até aceito a idéia de um dirigente atuar em um clube de outro estado, ou cidade. Mas no principal adversário é mexer com a sacrossanta rivalidade que o próprio profissionalismo necessita para ganhar dinheiro com o futebol.

2 comentários:

  1. Wilson, concordo em tudo com você,

    Lisadnro

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  2. Já tive oportunidade de comentar sobre a presença de Paulo Carneiro no Bahia. Achei realmente estranho. Na História do futebol conhecemos casos de pessoas que deixaram seus clubes e que simplesmente continuaram em evidencia até formando novas equipes. Quando recorremos à História na busca de algo para justificar alguma mudança de postura, no máximo encontramos casos de dissidências. Casos como o de Alberto Borgerth que criou dentro do Flamengo Carioca em Novembro de 1911, a divisão de futebol, quando na época o maior rival do Fluminense – clube de onde Borgerth saira – era o Botafogo, este que fora então cogitado para acolhê-lo, coisa que não acontecera justamente pela postura ética de Borgerth.
    Quando trago à tona algo assim tirado do baú. O faço apenas para ressaltar que a postura ética transcende o tempo. No futebol não seria diferente. E é por isso que vejo de forma diferente esse caso do dirigente em questão. Pelo histórico que Paulo Carneiro tem no futebol; pela competencia que o mesmo tem; espero que ainda haja espaço para o mesmo, quem sabe até seguindo o exemplo de Alberto Borgerth.

    Dom Pedro.

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